Outro dia me peguei sendo uma escrota

Sabe essas pessoas que chamam de sinceridade o que é, na verdade, grosseria? Pois é, eu tava fazendo isso. Sendo intolerante com os erros e anotando cada um deles. Calculando todas as atitudes que podiam ser mal interpretadas, apontando as metas prometidas que não foram alcançadas, exigindo perfeição a todo tempo.

E quando olhei pra essa pessoa que eu tava espezinhando, adivinha? Era eu mesma.

Poxa, eu tento não ser ruim com ninguém. Ser compreensiva. Entender. Não acho justo exigir do outro o que está só na nossa cabeça – e a gente não pediu com todas as letras. Mas quando chega em mim mesma, sou uma pessoa horrível.

Fico me botando pra baixo. Abro o armário e vejo aquele monte de roupa me cobrando uma dieta. Os sapatos de salto ficam ali à espreita da hora que vou tomar jeito e me arrumar de verdade. Nossa, são tantos livros que esperam eu ser mais bem informada, cada job que já entra lamentando a minha baixa produtividade e por aí vai.

A próxima meta diária, o compromisso inadiável que resolvi ter agora é o de ser gente boa.  Não só com os outros, mas comigo mesma. Se ser gente boa com as pessoas facilita as coisas, estou achando que comigo mesma não vai ser diferente. E você, que tipo de pessoa tem sido consigo mesma?

Arte da incrível Nazareth Pacheco.

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